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Esoterismo é o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões que buscam desvendar seu sentido oculto.
Um sentido popular do termo é de afirmação ou conhecimento enigmático e impenetrável. Hoje em dia o termo é mais ligado ao misticismo, ou seja, à busca de supostas verdades e leis últimas que regem todo o universo, porém ligando ao mesmo tempo o natural com o sobrenatural.
Muitas doutrinas espiritualistas são também chamadas esotéricas.
Reiki
Carta Astral
Carta Numerológica
Druidismo
Wicca
Kabalah
Mistérios Antigos
CALENDÁRIO MAIA
O sistema de calendários Maia era circular. O ciclo completo era de 52 anos solares e sincronizava outros dois, o calendário Tzol’kin de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5. O calendário Maia acaba exatamente em 23 de dezembro de 2012. Muitos interpretam isso como o fim do Mundo, outros apontam como uma Nova Era. As previsões Maia dizem que mudanças climáticas e geográficas vão começar a ocorrer, e que em 2012 vários desastres e cataclismas naturais irão mudar completamente a Terra.
Vamos entender um pouco sobre essa civilização – os Maias sugiram entre os séculos II e IX, onde hoje fica o México. Eles acreditavam que Deus (Hunabku) vivia no centro da galáxia, de onde emitia ordens que nos eram transmitidas através dos raios solares. Eles eram excelentes astrônomos, sensacionais matemáticos e ótimos arquitetos.
Construiram grandes cidades, vários observatórios astronômicos, criaram seu próprio sistema matemático e desenvolveram a escrita hieroglífica. Além de planejar o seu próprio calendário. A extinção da civilização, mais ou menos no século XIII, é um dos grandes mistérios da antropologia.
Origem do Calendário Maia
Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos, dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais, sincronizada à repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou por inspirar os Maias na criação dos seus calendários. É pois reconhecido que muito da matemática e astronomia dos maias se desenvolveu sob a necessidade de sistematizar o calendário com os principais eventos no qual o desenvolvimento da escrita tinha o papel preponderante de registar tanto as datas como os eventos.
O mês de vinte dias é um tanto mais natural e adequado na cultura maia, já que a sua matemática usava a numeração na base vinte, que corresponde à soma dos dedos humanos das mãos e dos pés.
Não é por outra razão que a cada katum (período de 20 anos), data auspiciosa como nossa década, os maias erigiam uma estela, monumento lítico belissimamente decorado, no qual registavam as datas e principais eventos, que poderiam ser interpretados no futuro. Como qualquer outra civilização antiga, os maias sacralizavam os conhecimentos de astronomia, matemática e escrita, sendo estas de função dos sacerdotes e letrados cujos registos se cristalizaram no sistema de calendários, desde muito cedo aperfeiçoados.
Se a duração ciclo completo do haab (365 dias + 1/5) era demarcada ao compasso do ano solar, a duração do ciclo completo do Tzolk'in (260 dias) corresponde a duração de um ciclo biológico humano desde a concepção até o nascimento. Por isto, o haab regia a agricultura e as coisas, e por isto mesmo o tzolk'in regia a vida das pessoas, a partir de seu aniversário, fornecendo-lhes preceitos e presságios.
Funcionamento
Os índios Maia, da América Central, usavam três calendários: o calendário histórico de Contagem Longa (parecido com o sistema da Data Juliana), o calendário civil Haab e o calendário religioso Tzolkin. Cada calendário estava organizado como uma hierarquia de ciclos de dias de vários comprimentos e não tinham nenhum mecanismo de sincronização com o Sol ou com a Lua. No entanto, o calendário de Contagem Longa e o calendário civil continham ciclos de 360 e 365 dias, respectivamente, correspondendo aproximadamente ao ano solar. Todos os ciclos eram representados por números (e não nomes) e os dias e os ciclos contavam-se a partir de zero (e não de 1, como na maioria dos calendários) o que facilitava a computação de datas.
No calendário histórico de Contagem Longa, a cada ciclo de 20 dias (kin) correspondia um uinal; a cada ciclo de 18 uinal (360 dias) correspondia um tun; a cada ciclo de 20 tun (19,7 anos) correspondia um katun; a cada ciclo de 20 katun (394,3 anos) correspondia um baktun. Uma data era representada pela sequência dos números correspondentes a cada ciclo: baktun . katun . tun . uinal . kin.
A cada ciclo de 20 baktun (7 885 anos) correspondia um pictun; a cada ciclo de 20 pictun (157 704 anos) correspondia um calabtun; a cada ciclo de 20 calabtun (3 154 071 anos) correspondia um kinchiltun; a cada ciclo de 20 kinchiltun (63 081 429 anos - um período curiosamente parecido com o tempo desde o desaparecimento dos dinossauros) correspondia um alautun.
Os Maias acreditavam que no final de cada ciclo pictun o universo era destruído e recreado de novo (o próximo apocalipse dar-se-ia em 12 de Outubro de 4772).
No calendário civil Haab e no calendário religioso Tzolkin não existia número para cada ano; quando acabava o ciclo total de 365 ou 260 dias, começava-se simplesmente um novo. Não é possível converter uma data desses calendários a uma data única de outros calendários. Os Maias especificavam por vezes uma data usando conjuntamente as datas de ambos os calendários; essa data composta só se repetia de 52 em 52 anos.
No calendário civil, havia 18 períodos com nome, de 20 dias cada, seguidos de 5 dias extra (Uayeb) que não se consideravam fazer parte de nenhum período. As datas escreviam-se como o número para o dia (0 a 19 para períodos regulares e 0 a 4 para dias do Uayeb) seguido do nome do período. No calendário religioso Tzolkin, usavam-se dois ciclos em paralelo: um ciclo de 13 dias numerados e um outro de 20 dias, cada um com o seu nome. O número de cada dia ia sempre sendo incrementado até chegar a 13, quando voltava a ser recolocado a 0. A cada novo dia era afixado o nome seguinte no ciclo de 20 nomes. Como 13 não é um divisor de 20, decorre um ciclo de 260 dias até que o calendário se repita
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